quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A ENTIDADE 2 (2016)





Terror


ESTRÉIA DA NETFLIX EM 01.11.17


O filme começa com a cena de pessoas sendo queimadas numa cruz e até dá uma animada para o começo da história.




Courtney tem 2 filhos gêmeos, Zach e Dylan, e foge do ex marido que quer a guarda dos meninos por ser um homem poderoso. Fugindo dele, ela se hospeda em segredo em uma casa onde seus filhos começam a ver espíritos de crianças que os levam a ver filmes que começam com lindas cenas familiares e acabam com a família sendo assassinada. Dylan começa a ter sonhos assustadores e as crianças garantem que ao assistir aos filmes até o final, os sonhos irão parar.


Ao mesmo tempo um ex policial tenta destruir as casas onde aconteceram os eventos e assim acaba conhecendo Courtney, que o ajuda a decifrar o mistério.



Durante o filme vemos uma espécie de entidade que já mostra estar ligada de alguma forma a todos esses eventos.


O filme não chega a ser de todo ruim. As críticas dos espectadores até o deixaram dentro de uma nota média. Mas é cheio  de clichês e o roteiro deixa a desejar ao deixar alguns pontos desamarrados. As próprias cenas de jumpscares são bem previsíveis.






Sem as estrelas de “A ENTIDADE” o filme depende de atores que não conseguem se aprofundar no clima de terror proposto. Se você é um grande fã do gênero pode valer a pena. O fato é que o primeiro filme merece ser visto, já o segundo, apesar de bem mais fraco, também diverte.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A MORTE TE DÁ PARABÉNS (2017)






Terror/suspense sem cenas gore e leve tom de comédia.


Tree é uma estudante universitária daquelas bem arrogantes e que faz parte de uma fraternidade de patricinhas. Trata as pessoas mal, não estuda, só quer saber de festas, homens e bebidas. Três anos atrás ela perdeu sua mãe com quem tinha uma ligação muito forte, pois as duas nasceram no mesmo dia do ano. Chegando a data de seu aniversário ela lembra da morte da mãe, e não quer festejar e nem que as pessoas saibam que é seu dia.





Só que ao final do dia ela é assassinada por uma pessoa mascarada e, logo em seguida, acorda no mesmo lugar que acordou no dia anterior. O dia que ela morre estava começando novamente. Ela recomeça a viver esse dia, o dia de seu aniversário, várias vezes até descobrir quem é seu perseguidor, o assassino que quer matá-la a qualquer preço.


Há pouco tempo tivemos outro filme parecido “ANTES QUE EU VÁ” onde a protagonista revivia o mesmo dia em busca de melhorar seu eu interior e resolver algumas coisas que sempre ficavam em aberto. Nesse mesmo estilo temos “O FEITIÇO DO TEMPO”, filme de 1993 onde um jornalista insuportável e arrogante passa pelo mesmo processo para trabalhar seus defeitos e conquistar o amor e respeito de uma mulher. Inclusive no final de “A MORTE TE DÁ PARABÉNS”, ele é citado.



Quanto ao filme em si, ele tem um terror leve que aparece nos vários momentos em que Tree é perseguida pelo assassino mascarado, tem momentos de suspense que antecedem a essas perseguições e um leve tom de comédia que permeia o resto do filme, dando um tom leve no geral.


É um bom divertimento, pois tem de tudo um pouco, sem utilizar sangue de forma exagerada e com suficientes cenas de jumpscare. A diferença entre ele e seus dois antecessores parecidos é que, além dessas repetições melhorarem Tree como pessoa, ela também consegue descobrir quem é o mascarado.


Os atores são novos, mas dão conta do recado e o diretor é o mesmo de grandes nomes do terror como “CORRA”, “SOBRENATURAL”, “A ENTIDADE” e “UMA NOITE DE CRIME”.


O roteiro é bem amarrado, tem seus pontos diferenciados dos mais comuns do gênero e possui um plot twist bem interessante no final.



Se quiser assistir abaixo temos o link para assistir ao filme no conforto de sua casa.


domingo, 29 de outubro de 2017

MÃE – EXPLICANDO O FILME (2017)






Muita gente saiu atordoada do cinema ou da sessão caseira do filme “MÃE”. O motivo é que se trata de um filme totalmente metafórico e que fala não só da maternidade, mas da criação do mundo, desde a gênese até o apocalipse.

Javier Bardem personifica a figura do Deus clássico, que criou a Terra e quer vê-la cheia de novas pessoas e ideias. Jennifer Lawrence personifica a Mãe Natureza, que para preservar sua relação com Deus quer que os dois fiquem sozinhos. Talvez ela já imagine que o ser humano seria capaz de corromper tudo aquilo que ela construiu com tanto amor e carinho.

Em um determinado momento chega a casa Ed Harris, que personifica Adão. Na cena onde ele passa mal e é auxiliado por Deus, uma cicatriz na altura das costelas aparece. Logo depois chega Michelle Pfeifer, nossa Eva, arrogante, curiosa e que passa a não cumprir regras. Ela entra na sala proibida onde Deus, o escritor, cria suas novas histórias e poesias, e quebra um cristal, o símbolo da Vida, representando a quebra que existe quando ela come o fruto proibido. Eles são expulsos pela mãe natureza do paraíso, mas Deus os acolhe, como pode mandar seus filhos embora? E aí eles transam, instaurando o pecado dentro da Terra, que é simbolizada pela casa.

Após o ato sexual chega o filho mais velho, depois o mais novo e numa briga por questões materiais o mais novo mata o mais velho (assim como Caim matou Abel).

Os canos estouram, vem o dilúvio, o povo vai embora, mas não adianta, eles não mudam e destroem novamente tudo que a casa lhes proporciona, em nome da adoração que eles tem pelo escritor. Alguns até dizem que suas palavras mudaram as suas vidas.

A Mãe Natureza engravida e aí o filme retrata toda a dedicação que uma mãe tem no período de gestação de uma nova vida, tanto que o coração da casa pára de sangrar.

A gravidez da Mãe traz o pequeno Jesus, que ela tenta proteger, mas Deus entrega ao povo, diz que eles precisam do menino, e o garoto é morto e comido (a hóstia que representa o corpo de Cristo nas celebrações cristãs).

A editora do livro simboliza a falsa profetiza, que em nome das palavras que tem no livro pratica atos contra a humanidade. E aí chega o Apocalipse, quando a casa explode, incendeia, acaba tudo, pois a Natureza não agüenta mais tudo aquilo, e nasce outra Mãe Natureza. Ele é o único que continua vivo, pois é Deus.

Mas essa é a única interpretação que o filme traz? Não. Ele pode ser visto como todos os conflitos que nascem de uma relação e da própria maternidade, e até mesmo da vida da pessoa como ela muda quando se consegue a fama, atraindo adoradores e haters, ambos invadindo sua privacidade.

A presença de Deus e da Mãe Natureza como Deusa (ela é chamada assim em vários momentos do filme), mostra que a história pode ser interpretada tanto pelas visões cristãs, como também pelas pagãs e por isso, em alguns momentos, apesar da submissão da Natureza em relação a Deus, os dois são colocados no mesmo patamar.

O filme também não possui trilha sonora, e isso acaba trazendo uma imersão ainda maior na história.

Darren Aronofsky é aclamado pela critica e famoso por suas obras surrealistas e muitas vezes ligadas à conotação religiosa e metafórica, como “NOÉ” e “CISNE NEGRO”.

Foi uma viagem assistir a esse filme, mas uma viagem que valeu à pena!!!!!



MÃE (2017)





Puramente metafórico


Javier Bardem é um escritor que mora em um casarão isolado no meio do campo com sua esposa mais nova, Jennifer Lawrence. A casa passou por um incêndio e, enquanto ele procura inspiração para escrever novas poesias, ela reconstrói a casa, cômodo por cômodo, tentando levar vida novamente ao lugar.


De repente a campainha toca e chega um homem. Depois chega uma mulher. Depois chegam os filhos do casal. Isso irrita a moça, que quer apenas viver com seu marido e reconstruir sua vida.


A sensação que se tem assistindo ao filme é de que vemos uma história desconexa, mas não é. Ela é a metáfora de algo que conhecemos muito bem, e que se você for esperta entenderá logo na primeira meia hora. Mas se isso não acontecer não se preocupe, fique ligado nos créditos finais e aí sim todo o mistério fará sentido.


Mas se ainda não fizer sentido, ainda hoje postaremos um texto com toda a explicação do filme. Fiquem Ligados!!!!!!


O filme é muito inteligente, chocou a crítica especializada e dividiu os espectadores, entre os que entenderam e amaram e os que não conseguiram captar a essência e odiaram. O fluxo é sim um pouco cansativo, mas imperativo para se entender a metáfora que tudo quer passar a quem assiste.



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

WHEELMAN (2017)





Ação, Suspense

UMA PRODUÇÃO ORIGINAL NETFLIX


O protagonista (sem nome) é um ex-presidiário que trabalha como piloto de fuga em assaltos. A história começa quando ele entra em uma nova missão e começa a receber ordens estranhas pelo telefone. Essas ordens complicam a situação dele cada vez mais e acabam colocando em perigo sua filha Katie de 13 anos e sua ex mulher.




O filme é diferente do que costumamos ver pois é rodado com câmeras que mostram apenas dentro do carro e zonas periféricas durante praticamente o tempo todo, uma hora e 22 minutos de filme, ora fugindo de algo, ora procurando uma solução para o problema em que se envolveu.


Apesar de a história passar certo suspense, você vai descobrindo aos poucos o que realmente está acontecendo. O filme vale pela ação que ele proporciona dando ao espectador a visão de quem está dentro de toda a perseguição.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

TEMPESTADE – PLANETA EM FÚRIA (2017)






Filme catástrofe


No ano de 2019 o planeta passa por mudanças climáticas severas, ameaçando o planeta até mesmo de extinção. Dezessete países se reúnem e projetam um sistema de satélites, o “Dutch Boy”, nome dado em referência ao personagem fictício de uma história alemã que teria segurado o fluxo de uma represa tampando o buraco apenas com seu dedo.


Esse sistema é coordenado pelo engenheiro Jake Lawson (interpretado por Gerard Butler. Por conta de sua personalidade rebelde, após o sistema já ter sido instalado e estar funcionando normalmente, Jake é demitido pelo seu próprio irmão, Max, que faz parte da alta cúpula do governo.





Durante três anos tudo corre bem, até que começam a aparecer falhas que desencadeiam desastres em áreas pontuais do planeta e, como o governo americano está prestes a entregar o gerenciamento do sistema para outro país, fica sem opção e decide chamar novamente o engenheiro que mais conhece o sistema: Jake Lawson. Mas serão apenas defeitos naturais, ou existe algum tipo de conspiração por trás do que está acontecendo?


O filme pode ser decepcionante, como foi para nós, por prometer um filme com mais ações catastróficas e entregar um roteiro baseado mais em questões políticas e tecnológicas, mas não é ruim. Quem procura cenas de inundações, destruição, grandes ondas invadindo cidades e pessoas sendo resgatadas com certeza ficará frustrado, pois as cenas nesse sentido são poucas, rápidas e algumas nem existem.



Para a crítica foi um fiasco. Os espectadores em geral ficaram divididos em críticas muito ruins (com certeza o pessoal que gosta de ação) e aqueles que gostaram por conta do filme ter essa pegada diferente, com um roteiro de leve suspense, mas já um pouco batido.



Não causa arrependimento, mas também não o tipo de filme de grande impacto.




sábado, 21 de outubro de 2017

OS MEYEROWITZ: Família não se escolhe (2017)






Drama Existencialista


UMA PRODUÇÃO ORIGINAL NETFLIX


O filme mostra a dinâmica de uma família formada pelo pai Harold Meyerowitz (Dustin Hoffman) que teve filhos de dois casamentos diferentes. Do segundo nasceu Danny (Adam Sandler), um músico que dedicou sua vida aos cuidados de sua única filha Eliza, que agora está indo para a faculdade, e diante de um divórcio volta para a casa paterna. Também nasceu Jean (Elizabeth Marvel) e, pela ausência paterna, os dois acabam se tornando adultos problemáticos, que nunca tiveram um objetivo a seguir por não conhecer suas capacidades. Do terceiro casamento nasceu Matthew (Ben Stiller), que teve uma educação melhor, é o filho favorito do pai e se deu bem na vida.





Harold é um artista plástico que não obteve o sucesso que desejava, um sujeito egoísta que acabou refletindo seu desequilíbrio na educação dos filhos. No filme todos os dramas giram em trono dele e tem origem na sua figura.


As cenas parecem colhidas do dia a dia. Com certeza você já viu todas aquelas situações acontecerem, principalmente em famílias compostas. Filhos privilegiados em detrimento de outros, dramas na venda de imóveis de herança, divergências entre filhos de casamentos diferentes, frustração de alguns ao ver o sucesso de outros.





Os personagens tentam o tempo todo entender a si mesmos enquanto depoimentos sobre o passado de cada um são mostrados. O filme é montado de uma forma diferente, o que pode incomodar alguns espectadores, mas o que faz o filme valer à pena são as atuações perfeitas, principalmente de Adam Sandler e Ben Stiller que impressionam em suas atuações dramáticas.





sexta-feira, 20 de outubro de 2017

1922 (2017)






Thriller psicológico com drama

UMA PRODUÇÃO ORIGINAL NETFLIX

BASEADO NA OBRA DE STEPHEN KING DE MESMO NOME PUBLICADO EM 2010.






Wilfred James é um homem que dá muito valor à sua terra e ao seu filho. Ele se casou com Arlette que havia herdado 40 hectares após a morte do seu pai e juntou essa terra aos 33 que ele já possuía. O tempo passou e Arlette, que éra costureira e não gostava de viver no campo, resolveu vender sua terra, pedir o divórcio e se mudar com o filho para a cidade.


Wilfred, sendo um homem do campo, achava que os dois maiores valores que podia ter eram sua terra e seu filho e, prestes a perder tudo isso e não conseguindo fazê-la mudar de ideia, resolve matá-la. Convencer o filho a ajudá-lo não foi difícil, pois o menino já estava apaixonado por uma vizinha e não queria ir embora com a mãe.





Ele sabia que no ano de 1922 o sumiço bem explicado de uma esposa não levantaria suspeitas e resolveu levar seu plano adiante. Tudo isso acontece na primeira meia hora de filme. Depois disso Wilfred começa a sofrer os efeitos de seus atos, pois seus pensamentos e a culpa não o deixam descansar, mostrando que às vezes os piores monstros que podem nos assombrar não são fantasmas, demônios ou nada sobrenatural, mas a lei de causa e efeito, as conseqüências de nossos próprios atos.


A adaptação, terceira para o cinema só esse ano (as outras foram “TORRE NEGRA” e “IT: A COISA”), foi considerada pelo autor como a melhor e mais assustadora.






Em nossa opinião o filme é interessante pelo seu caráter psicológico, mas não é mais assustador do que os outros. Ele prende a atenção pela tensão que ele proporciona, por mostrar como a mente pode ser tanto nossa amiga quanto nossa maior inimiga.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O SEQUESTRO (2017)






Thriller com muita ação


Karla (Hale Berry) é garçonete e vive uma briga com o ex marido David pela guarda de seu filho Frankie (pelo menos é o que o filme deixa subentendido). Os minutos iniciais do filme mostram a ligação de Karla com o menino e sua luta diária para dar a ele uma boa educação, atenção e amor.





A ação do filme começa quando ela leva a criança a um passeio no parque e ele é seqüestrado. Como Karla vê seu filho sendo colocado dentro de um carro e ser levado por uma mulher, ela decide iniciar a perseguição. E aí está o filme. Uma sequência de cenas mostrando uma mãe determinada a resgatar seu filho das mãos de alguém que ela nem sabe quem é e nem o porquê do que está fazendo.



A verdadeira motivação do seqüestro você só vai descobrir no final. A atuação de Hale Berry está impecável e o filme é recomendado para quem gosta de muita tensão, pois você consegue se sentir angustiado junto com aquela mãe desesperada. 





Apesar de ter tido notas baixas por parte da crítica, que classificou o filme como a maior furada em que a atriz já se meteu, os espectadores o viram como uma boa forma de entretenimento, pois, apesar de um roteiro extremamente simples, o objetivo do filme não é contar uma história profunda, mas levar o público a viver uma experiência de tensão contínua com um leve suspense no final.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

FALA COMIGO (2017)






Drama Nacional (um filme com profundidade, mas onde não falta sexo)


Clarice (interpretada por Denise Fraga) é psiquiatra e tem dois filhos, Diogo e Mariana. Além disso, vive um casamento em crise. A menina é hipocondríaca e Diogo sente prazer ao falar no telefone com as pacientes de sua mãe. Seu fetiche é guardar “provas” desse momento dentro de uma pasta azul.




Dessa forma ele conhece Ângela, uma mulher de 43 anos recém separada, depressiva e se envolve com ela. No início ela pensa estar falando com o ex, mas em um determinado momento descobre a verdade, e os dois acabam se envolvendo em um relacionamento afetivo. Essa relação começa a surtir efeitos positivos em ambas as partes. Ângela fica mais alegre e disposta, enquanto Diogo começa a fazer descobertas sobre sua sexualidade, abandona seu fetiche e começa a amadurecer.


Mas essas mudanças de comportamento fazem com que Clarice descubra o que está acontecendo com o filho e não aceite esse relacionamento.




O cinema Nacional tem tomado um caminho mais existencial, se preocupado mais em mostrar conflitos sociais, trazendo algumas histórias que retratam as angústias do ser humano, problemas familiares e paradigmas ligados à descoberta e/ou desenvolvimento pessoal.



“QUE HORAS ELA VOLTA”, “MÃE SÓ HÁ UMA”, “DE ONDE EU TE VEJO” e “HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO”, são exemplos dessa linha de roteiros escolhidos pelos cineastas brasileiros.



Em “FALA COMIGO” o tema central é a relação entre um rapaz de 17 anos e uma mulher mais velha com todos os preconceitos envolvidos, mas também mostra uma dinâmica familiar complicada e os efeitos que isso pode causar nos seus componentes. O filme começa mais focado na questão sexual (apesar de não trazer cenas de nudez, o contexto sexual é bem explícito) e aos poucos vai trazendo os sentimentos humanos mais profundos.





Esse estilo de filme sempre agrada mais a crítica que aos espectadores, mas nós gostamos e, apesar do que foi exposto acima em relação às cenas sexuais e linguagem algumas vezes imprópria, recomendamos.